“Quanto rende R$ 10 mil no CDI?” parece uma pergunta que deveria ter uma resposta única. Não tem, porque CDI é uma referência. O resultado depende do percentual oferecido pelo produto, do tempo que o dinheiro fica aplicado e dos impostos ou custos envolvidos.
A melhor forma de fazer a conta é usar a taxa atual do produto que você está avaliando.
100% do CDI não é a mesma coisa que 110%
Se um CDB paga 100% do CDI, ele acompanha a referência conforme as regras do título. Um produto a 110% usa um multiplicador maior. Isso parece óbvio, mas a comparação fica incompleta quando um deles tem prazo travado e o outro oferece liquidez diária.
Taxa e acesso ao dinheiro precisam ser analisados juntos.
Não use uma taxa velha só porque encontrou no Google
O CDI muda ao longo do tempo. Uma matéria escrita meses atrás pode usar um cenário que já não existe.
Para simular, pegue a taxa mais recente no banco, corretora ou fonte confiável e informe o prazo real da aplicação.
Bruto e líquido contam histórias diferentes
Em produtos tributáveis, o Imposto de Renda reduz o ganho. Dependendo do prazo, a diferença entre rendimento bruto e líquido pode ser relevante.
Também confira carência, vencimento e risco do emissor.
Faça a comparação no mesmo cenário
No comparador de CDB e LCI/LCA, use o mesmo valor e prazo para todos os produtos. Assim você evita comparar uma taxa de um ano com outra de três anos, por exemplo.
A pergunta útil não é apenas “quanto rende R$ 10 mil?”. É “quanto sobra líquido, em quanto tempo e com quais condições para eu acessar esse dinheiro?”.