Preço médio é uma conta útil, mas ganhou um status que não merece. Muita gente olha para o número como se ele dissesse se uma ação ou FII está caro ou barato. Não diz.
Ele responde a uma pergunta mais simples: quanto custaram, em média, as unidades que você comprou?
Quantidades diferentes mudam o cálculo
Suponha duas compras:
- 10 cotas a R$ 100;
- 30 cotas a R$ 80.
O preço médio não é R$ 90, porque as quantidades são diferentes. O custo total foi de R$ 3.400 para 40 cotas, resultando em R$ 85 por cota nesse exemplo simplificado.
Esse cuidado evita um erro comum de fazer apenas a média dos preços.
Custos de aquisição podem importar
Dependendo do tipo de operação e das regras aplicáveis, taxas e despesas podem entrar no controle do custo. Manter notas e registros organizados facilita muito a vida na hora de conferir resultados e obrigações fiscais.
“Abaixo do meu preço médio” não significa barato
Seu histórico de compra não altera a qualidade do ativo. Se uma empresa piorou, comprar mais apenas para reduzir o preço médio pode aumentar a exposição a uma tese que ficou mais fraca.
Da mesma forma, um ativo acima do seu preço médio não está automaticamente caro.
A decisão de novo aporte deve olhar fundamentos, risco e objetivo atual da posição.
Preço médio é memória contábil da sua compra. Ele ajuda a entender custo e resultado, mas não substitui análise de valor.