Selic, CDI e IPCA aparecem juntos em propagandas, notícias e telas de investimento. Como as três siglas estão ligadas à economia, é fácil tratar tudo como se fosse “taxa de juros”. Não é bem assim.
Cada uma responde a uma pergunta diferente.
Selic: qual é a referência básica de juros do país?
A Selic é a taxa básica da economia brasileira. Ela influencia o custo do crédito e serve de referência para vários produtos financeiros.
Quando o Banco Central altera a Selic, o efeito se espalha por financiamentos, empréstimos e aplicações pós-fixadas, embora cada produto tenha suas próprias regras.
CDI: qual referência o mercado bancário usa?
O CDI está ligado a operações de curtíssimo prazo entre instituições financeiras e virou uma referência muito comum para investimentos bancários.
Por isso aparecem ofertas como 90%, 100% ou 110% do CDI. Esse percentual mostra a relação do produto com a referência — não substitui a análise de prazo, liquidez, imposto e risco do emissor.
IPCA: quanto os preços estão variando?
O IPCA é um índice de inflação. Ele tenta medir a variação de preços de uma cesta de bens e serviços consumidos pelas famílias.
Quando um título oferece “IPCA + taxa”, a ideia é combinar a inflação medida pelo índice com uma remuneração adicional, seguindo as regras daquele investimento.
A comparação correta depende do objetivo
Um CDB ligado ao CDI pode fazer sentido para um prazo curto. Um título IPCA+ pode ser pensado para preservar poder de compra em horizontes mais longos. A Selic ajuda a entender o cenário de juros que afeta ambos.
O erro é escolher só pela sigla em destaque. Antes de investir, descubra o que aquela referência mede e qual problema financeiro o produto está tentando resolver.