“CDB ou Tesouro Direto?” parece uma comparação entre dois produtos. Na verdade, é uma comparação entre famílias de investimentos com regras diferentes. Há CDB com liquidez diária, CDB travado por anos, Tesouro Selic, Tesouro IPCA+, prefixados e vários vencimentos.
Por isso, a pergunta fica melhor quando vira: qual desses investimentos combina com a função desse dinheiro?
CDB: você empresta para uma instituição financeira
Ao comprar um CDB, o emissor é um banco ou outra instituição habilitada. A remuneração pode ser prefixada ou ligada a uma referência, como o CDI.
Dois CDBs com a mesma taxa podem ser bem diferentes. Um pode permitir resgate diário; outro, somente no vencimento. Um pode ter prazo curto; outro, vários anos.
Além da taxa, observe o emissor, a liquidez e as condições de cobertura do FGC quando aplicável.
Tesouro Direto: o emissor muda, e o comportamento também
No Tesouro Direto, o emissor é o governo federal. Mas isso não transforma todos os títulos em “a mesma coisa”. Um Tesouro Selic tende a se comportar de modo diferente de um IPCA+ longo, especialmente se houver venda antes do vencimento.
Essa diferença é importante porque renda fixa também pode oscilar no extrato.
Compare na ordem certa
Antes de abrir a lista de taxas, responda:
- Quando pretendo usar esse dinheiro?
- Preciso conseguir resgatar rapidamente?
- Aceito ver o valor oscilar no caminho?
- Quero previsibilidade nominal, proteção contra inflação ou acompanhamento de juros de curto prazo?
Só depois compare rentabilidade líquida, impostos e custos.
Um CDB pode ser ótimo para uma meta e ruim para outra. O mesmo vale para títulos públicos. Não existe necessidade de escolher um “campeão” para toda a carteira.
Quando o objetivo vem antes da taxa, a decisão tende a ficar muito menos confusa.